Bombo

O bombo é um instrumento de percussão presente em quase todos os países da América do Sul e encontrado em várias formas e tamanhos.
È um membranofone derivado do tambor europeu, sendo que a grande diferença está no material usado  para sua confecção que pode ser em um cilindro de compensado (bombo nativo) ou como o bombo legüero ( do norte  e noroeste da Argentina ) que é feito de tronco oco de árvore.
Pode ter aro ou não como a wankara da Bolívia.
O couro pode ser de vaca, llama, ovelha ou cabra.
O bombo é um instrumento essencial na formação de conjuntos folclóricos principalmente bolivianos, argentinos, equatorianos e chilenos.
No Brasil o bombo é usado em larga escala apenas no Rio Grande do Sul onde já está vinculado às tradições gaúchas desde os anos 60.
Circulando com meu bombo legüero (fabricado em Santiago del Estero) pelo interior de Minas Gerais, muita gente o compara com a caixa de folia.
Creio que todos os tambores (ou bumbos) têm esse formato dos antigos tambores de guerra europeus e por isso a semelhança no formato mas não no som. A caixa de folia mineira dos congados,  folia de reis, marujadas e outros têm o som mais seco e o bombo legüero tem esse nome justamente por ser mais grave e retumbante, sendo usado em outros tempos para dar avisos e sinais de acordo com as léguas que cada instrumento alcançava, ou seja, nesses casos havia bombos de uma duas ou três léguas.
Entre tantos ritmos executados com bombo, os mais usuais são: chacarera,  zamba, baguala (Argentina), huayno (Peru e Bolívia), bailecito (Bolívia) e cueca (Chile e Bolívia).
Em grupos modernos menos ligados às raízes folclóricas, costumam-se usar dois bombos junto com outros instrumentos de percussão como pratos, ton-tons e efeitos.
De qualquer maneira que se use, o bombo é interessante pois traz em seu som o contraste da batida grave no couro e o estalo característico do contratempo no aro.
Para quem quer curtir o som delicioso de um bombo legüero ou conhecer alguns ritmos do folclore, procure por Los Chalchaleros, Duo Coplanacu, Domingo Cura e prestem atenção nas músicas que Mercedes Sosa interpreta, principalmente chacareras e zambas.
São alguns exemplos de interpretação desse maravilhoso instrumento.

Por Gabriel Domingos em 6 de May de 2008

2 Comentários »

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Cedenir Wagner disse

26 de May de 2008@ 10:24 am

Olá Pessoal, tenho muito interesse em aprendera tocar o bombo leguero, como fasso pra comprar o legítimo com qualidade e aprender a tocar. Moro no RS, bem perto da Argentina(Santo Cristo) ao lado de Santa Rosa… Aguardo e obrigado!!!

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Jorge Frederico Duarte Webber disse

1 de August de 2008@ 4:47 pm

Sobre os bumbos legüero e nativo, a Página do Gaúcho traz um estudo de minha autoria. No orkut há uma comunidade voltada para o instrumento e seus apreciadores. Quem quiser ver mais informações sobre o membranofone, clica em:
- http://www.paginadogaucho.com.br/musi/bombo.htm

Cedenir! Aproveita um feriadão e vai até Resistencia, capital da província argentina do Chaco; lá tem (ou tinha) um fabricante de bombos chamado Ángel Barraza, que foi um grande bombisto nas décadas de 30 e 40. Se não, dá um pulo na capital da província de Santiago del Estero, lá há muitos fabricantes do instrumento… e de passo, fica conhecendo aqueles lugares lindos que hai por lá!

Belo trabalho esse teu Gabriel… Parabéns!!!
Um baita abraço!
Jorge, el Chango Duarte
Brasília/DF, 01/VIII/2008.

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