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	<title>Gabriel Domingos &#187; Artigos</title>
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	<description>Músico e pesquisador do folclore latino</description>
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		<title>Quartier Latin Revisitado</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Sep 2008 17:33:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Domingos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Três meses de ensaio bastaram para finalizar o repertório especial do Quartier Latin para a festa em homenagem à Bolívia em Belo Horizonte.
Huaynos, morenadas, diabladas, takiraris e cuecas bailables para a grande noite de 23 de agosto.
A chegada do músico Luis Rojas direto de Cochabamba no dia 15 de agosto para finalização dos ensaios foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Três meses de ensaio bastaram para finalizar o repertório especial do Quartier Latin para a festa em homenagem à Bolívia em Belo Horizonte.<br />
Huaynos, morenadas, diabladas, takiraris e cuecas bailables para a grande noite de 23 de agosto.<br />
A chegada do músico Luis Rojas direto de Cochabamba no dia 15 de agosto para finalização dos ensaios foi esperada com ansiedade por todos (fãs e músicos) e, nesta mesma data, apresentou-se, juntamente com Gabriel Domingos, na missa e na festa que tradicionalmente se realiza todo ano em Belo Horizonte, em comemoração ao dia dedicado à Virgem de Urkupiña, apesar do grupo não estar completo para apresentação nesse evento.<br />
No dia 20 foi realizada uma palestra sobre a situação atual da Bolívia com o professor Antonio Mitre e o advogado Pedro Otoni, culminando com uma peña folclórica, exposição de artesanato, instrumentos musicais e vestimentas típicas bolivianas. A abertura ficou por conta de Adolfo Fernandez e sua harpa paraguaia mostrando o melhor da música latina executada neste maravilhoso instrumento. O Quartier Latin entrou logo em seguida mostrando um pouco do que viria a ser a festa do dia 23. Cástulo Ribera ao violão, Luis Rojas e Paulino Carrasco nas zampoñas e quenas, Guto Ayres no charango e Gabriel Domingos na percussão tocaram apenas uma parte do repertório, mas agradaram em cheio. Folclore boliviano para um público composto por brasileiros, peruanos, paraguaios, mexicanos e claro, bolivianos.<br />
A Festa da Independência da Bolívia foi realizada na noite de 23 de agosto no Clube dos Oficiais da Policia Militar de Minas Gerais e o grupo pode, enfim, tocar o repertório completo com a mesma formação anterior, mas com o reforço do teclado e acordeom executados por Luis Rojas e o sopro de Elmo Sepúlveda. O show foi dividido em dois blocos dançantes de 50 minutos que animou o público e este acorreu à pista demonstrando o melhor da dança folclórica boliviana. Pequenos imprevistos, como a falta de iluminação especial de palco e algumas falhas da equipe técnica do som, não impediram que a animação e o espírito comemorativo prevalecessem tornando o evento um dos melhores dos últimos anos.<br />
Concluímos essa jornada de agosto, que reviveu os bons tempos do Quartier Latin, com um almoço típico peruano no domingo 31 de agosto promovido pelo Chef. Paulino Carrasco, com apoio de Gabriel Domingos, onde se pode apreciar pratos tradicionais como o Seco, Lomo Saltado e Cevite e vários convivas puderam despedir-se de Luis Rojas que deixou o Brasil em 02 de setembro.<br />
O Quartier Latin retira-se temporariamente de cena, mas com a promessa de retorno no próximo ano para os festejos de agosto. Esperemos ansiosamente o próximo ano e o próximo agosto, com a certeza de que este mês sempre trará momentos de alegria, confraternização e festejos animados por esse grupo musical que tem como marca principal reavivar em cada um suas raízes e divulgar  o melhor do folclore latino.</p>
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		<title>O Segredo Milenar da Salteña</title>
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		<pubDate>Mon, 05 May 2008 12:50:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dorotea Alves Soares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[“A empanada salteña tem um segredo milenar que não pode ser revelado.” Essa foi a informação recebida por uma amiga ao tentar obter a receita desse salgado originário da cidade de Salta, situada no norte da Argentina, muito apreciado na Bolívia e em outros países como Peru e Chile e que, pelo que pude observar, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“A empanada salteña tem um segredo milenar que não pode ser revelado.” Essa foi a informação recebida por uma amiga ao tentar obter a receita desse salgado originário da cidade de Salta, situada no norte da Argentina, muito apreciado na Bolívia e em outros países como Peru e Chile e que, pelo que pude observar, também agrada ao paladar brasileiro.<br />
Ao tomar conhecimento dessa informação, passei a refletir e fiquei imaginando que tal segredo deveria ser o responsável pelo sabor peculiar e sedutor desse quitute. Coloquei-me então a indagar e buscar aquilo que não poderia ser revelado.<br />
Através de um livro de culinária boliviana, consegui ter em mãos a tão desejada receita da empanada salteña. Analisei os ingredientes e aventurei-me solitariamente na cozinha, já que não poderia contar com alguém que me iniciasse nos rituais de preparação do prato, uma vez que não trago em minhas origens os quesitos necessários à recepção do segredo milenar.<br />
E enfrentando os percalços que qualquer aventureiro solitário em terra desconhecida enfrentaria, perdi a primeira, a segunda, a terceira e todas as receitas até a sétima, quando, por fim, foi-me revelado o desconhecido.<br />
Finalmente descobri que o segredo milenar não se encontra nos ingredientes ou no modo de fazer. Isso está escrito e basta seguir a receita.<br />
O grande segredo está na vontade de aprender, na vontade de ampliar horizontes e compreender culturas diferentes. Está na arte de querer agradar os paladares, independentemente das fronteiras geopolíticas artificialmente estabelecidas.<br />
Na empanada salteña se encontram perfeitamente harmonizados o doce, o sal, o azedo e o picante e é essa harmonia gustativa que agrada ao paladar e inspira a alma a também se harmonizar nas diferenças de raça, idioma e costumes.<br />
O grande segredo está na convivência pacífica e respeitosa das diferenças e, somente de posse desse segredo, poderemos ser únicos e fortes, descobrindo a vida tão saborosa quanto uma empanada salteña.<br />
Em outro artigo, você encontrará a <strong><a title="Empanada Salteña - Receita" href="http://www.gabrieldomingos.com.br/miscelanea/empanada-saltena-receita-empanada-saltena/" target="_blank">receita da empanada  salteña</a></strong>. O resultado dependerá da sua disponibilidade em adicionar o segredo milenar.</p>
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		<title>Misa Criolla</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Apr 2008 03:40:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Domingos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Criada em 1964 pelo maestro, pianista e compositor argentino Ariel Ramirez (Santa Fé 1921), a “Misa Criolla” é considerada uma obra prima da arte musical religiosa.
Desenvolvendo-se sobre partes tradicionais de uma missa (Kirie, Gloria, Credo, Sanctus e Agnus Dei) e escrita para ser interpretada por solistas, coro, piano ou cravo, contrabaixo e instrumentos típicos andinos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Criada em 1964 pelo maestro, pianista e compositor argentino Ariel Ramirez (Santa Fé 1921), a “Misa Criolla” é considerada uma obra prima da arte musical religiosa.</p>
<p>Desenvolvendo-se sobre partes tradicionais de uma missa (<em>Kirie</em>, <em>Gloria</em>, <em>Credo</em>, <em>Sanctus </em>e <em>Agnus Dei</em>) e escrita para ser interpretada por solistas, coro, piano ou cravo, contrabaixo e instrumentos típicos andinos (charango, zampoña, quena e bombo leguero) possui gravação em mais de 40 países e já ultrapassou 3 milhões de cópias vendidas em todo o mundo, sendo que a mais famosa foi feita pelo tenor José Carreras.</p>
<p>A “Misa Criolla” se inicia com o <em>Kirie </em>no ritmo lento e triste da <strong>baguala-vidala</strong>, interagindo com a voz profundamente dramática do solista. Já o <em>Glória </em>vem no ritmo alegre do <strong>carnavalito</strong>, iniciando com um solo de charango e se harmonizando com o júbilo que o coro exalta através de um diálogo cheio de vivacidade com o solista e os instrumentos. O momento mais difícil da “Misa” é sem dúvida o <em>Credo</em>, pela grandeza do tema e pelo ritmo que foi escolhido: a <strong>chacarera trunca</strong>. Típico de Santiago del Estero (norte argentino) esse ritmo dançante é estranhamente quebrado e chega a ser exasperado, próprio para essa parte da missa que é a profissão de fé. O <em>Sanctus </em>foi composto com base em um dos ritmos mais bonitos do folclore boliviano: o <strong>carnaval cochabambino</strong>.  O <em>Agnus Dei </em>é um final glorioso e solene em ritmo de <strong>huella pampeana</strong>.</p>
<p>Participei de duas gravações da “Misa Criolla” aqui em BH. Uma com os corais da COPASA e SESIMINAS e a outra com o coral do Minas Tênis Clube e COPASA.  A primeira gravação foi ao vivo no Teatro Nansen Araújo em dezembro de 1999 e, além dos dois corais citados, teve como solista o cubano Nestor Gurry, regências do maestro Sérgio Lúcio Alves e maestrina Eliane Fajioli Lara, Magno Ayres (violão), Guto Ayres (charango), Elmo Sepúlveda (zampoñas e quenas), Hudson Cunha (contrabaixo) Robério Molinari (piano) e eu na percussão.  A segunda gravação foi realizada no Salão Nobre do Minas II (MTC) com os corais Minas Tênis Clube e COPASA em novembro de 2006. A regência mais uma vez foi de Eliane Fajioli, o solista Nestor Gurry, Elmo Sepúlveda nas zampoñas e quenas, Hely Ferreira no piano, Sérgio Alves no charango, Valdir Claudino no contrabaixo eu me encarreguei da percussão.  Que eu saiba essas foram as únicas gravações da obra maior de Ariel Ramirez em Belo Horizonte.</p>
<p>A “Misa Criolla” repito, é um clássico da música universal, mas no Brasil ela ainda não é muito conhecida, apesar de estarmos ao lado do país onde ela foi criada. Na Argentina, Estados Unidos e em vários países da Europa ela não só foi gravada diversas vezes como faz parte do repertório dos mais importantes corais do mundo.</p>
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		<title>Quartier Latin</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Apr 2008 12:25:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Domingos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[1988-1992 &#8211; Quatro anos de latin-fusion
O Quartier Latin foi um caso único na história da música latina na cidade de Belo Horizonte.
Idealizado por mim, Gabriel Domingos, e Luis Rojas em fevereiro de 1988 o grupo teve em sua primeira formação o chileno Enzo Merino (ex-Raíces de América) no vocal e violão.
O que causou impacto desde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>1988-1992 &#8211; Quatro anos de latin-fusion</strong></p>
<p>O <strong>Quartier Latin</strong> foi um caso único na história da música latina na cidade de Belo Horizonte.<br />
Idealizado por mim, <a href="http://www.gabrieldomingos.com.br/" title="Ir para a página incial" target="_blank">Gabriel Domingos,</a> e Luis Rojas em fevereiro de 1988 o grupo teve em sua primeira formação o chileno Enzo Merino (ex-<strong>Raíces de América</strong>) no vocal e violão.<br />
O que causou impacto desde o primeiro espetáculo no Teatro da Reitoria da UFMG não foi o repertório, que era composto de<em> hits </em>da música latina como “Guantanamera”, “Yolanda”, “El condor pasa” e por aí vai. O choque para o público, que já estava acostumado a esse repertório, foi ver a performance do solista Luis Rojas passando do piano de calda para o sax, da quena para o teclado, da zampoña para o charango e isso às vezes na mesma música. A proposta do grupo já estava explícita: uma nova leitura do cancioneiro latino.<br />
Naipe de metais nos <em>huaynos</em>, canções que começavam com uma <em>sikuriada</em> e terminavam com solo de guitarra ou solo de bateria no meio de uma <em>cumbia </em>eram os excêntricos arranjos feitos por Luis Rojas.<br />
Enzo Merino teve que ir a São Paulo e não voltou mais.<br />
Não por tão pouco tempo, mas com uma passagem rápida também, assume os vocais o peruano Alfredo Rodriguez e o grupo segue tocando em bares, festivais e nas Jornadas Culturais da UFMG, tocando em quase todo interior de Minas Gerais.<br />
Em maio de 1989 é a vez de Cástulo Ribera assumir o violão e a voz do <strong>Quartier</strong> <strong>Latin </strong>em um show na cidade de Peçanha (MG).<br />
Daí pra frente o grupo decolou e não faltaram excursões pelo interior mineiro, shows nos grandes teatros de BH (Palácio das Artes, Chico Nunes, Sesiminas etc.) e interior, bares, espaços culturais, calouradas e festas pátrias de diversos países latinos.<br />
Além da formação fixa que contava com Cástulo Ribera (violão e vocal), Luis Rojas (teclados, sax, zampoñas, quena e charango), Rogério Pardal (baixo) e Gabriel Domingos (percussão) o grupo sempre contou também com as participações de Breno Albergaria (guitarra), Sérgio Silva (bateria), Mário Brescia (baixo) e diversos naipes de metais (trompete, trombone e sax).<br />
O grupo oficialmente acabou com a volta do Luis para Bolívia em 1992 e houve várias tentativas de retorno do grupo, todas sem o mesmo efeito musical.<br />
Fãs e músicos que passaram pelo grupo só lamentam o fato de não ter ficado nenhum registro gravado.<br />
Quatro anos que ficaram na memória da maioria dos fãs de música latina em Belo Horizonte.<br />
O carisma do grupo de nome francês, composto por bolivianos e brasileiros foi tão forte que até hoje, passado 15 anos da dissolução e sem nenhum cd gravado é lembrado com carinho por quem viveu aquela época.</p>
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		<title>A Formação dos Grupos</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Apr 2008 00:15:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Domingos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Em julho de 1982 fiz minha primeira viagem à Bolívia e na minha bagagem de volta além de zampoñas, quenas, um charango e um bombo, trazia também uma música gravada em fita cassete, LP e principalmente, no coração.
Chegando a BH a grande surpresa foi encontrar na “feira hippie” (na época situada na Praça da Liberdade), [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em julho de 1982 fiz minha primeira viagem à Bolívia e na minha bagagem de volta além de zampoñas, quenas, um charango e um bombo, trazia também uma música gravada em fita cassete, LP e principalmente, no coração.</p>
<p>Chegando a BH a grande surpresa foi encontrar na “feira hippie” (na época situada na Praça da Liberdade), brasileiros que também “cultuavam” a música andina e executavam tão bem os instrumentos que, sinceramente, fiquei confuso. Não sabia se <em>hablava en espanhol</em> ou português para comunicar-me com eles. Os artistas eram o Braz (grande charanguista desaparecido do nosso mapa) e o mestre do sopro Sérgio Andrade (na época tocando quena, hoje sax).</p>
<p>Passado o primeiro momento de constrangimento (e reconhecimento) iniciamos uma intensa troca de informações e passamos a nos encontrar duas vezes por semana (a feira acontecia as quartas e domingos).</p>
<p>Daí a conhecer outros brasileiros interessados em tocar música latina foi questão de tempo.</p>
<p>O pioneiro grupo <strong>Alianza </strong>(brasileiros que, a exemplo do <strong>Tarancón</strong>, pesquisavam a música latina folclórica) já estava formado e o único espaço cultural que abrigava esse tipo de som em BH na época era o bar “Canto Latino”.</p>
<p>Lá se apresentavam então toda semana Magno Ayres (violão e voz), Guto Ayres (charango, quena, zampoña e voz), Rosinha Silveira (vocal), Sérgio Alves (quenas, quenacho e ronroco), Elmo Sepúlveda (zampoñas e quena) e Paulo Cheib (percussão) tendo como convidado especial e mentor do grupo o peruano Àlvaro Quispe (zampoñas e quenas).</p>
<p>Era o lugar ideal também para troca de idéias e informações.</p>
<p>Desses encontros semanais surgiu então o primeiro grupo que participei: <strong>Illary </strong>(amanhecer, em quechua).</p>
<p>Fora de BH tocamos em Foz do Iguaçu, interior de São Paulo e quase todo interior de Minas.</p>
<p>Formado pelo Álvaro (zampoñas e quenas), Elmo (zampoñas e quenas), Sérgio (quena e charango), eu (percussão), Cacau (violão) e às vezes Sergio II (zampoña) e Braz (charango). Tocávamos essencialmente música andina instrumental enquanto o Alianza dava prioridade ao repertório vocal da música latina.</p>
<p>O grupo acabou quando aceitei convite do saudoso Alcides Gusmán (violão) para integrar o <strong>Kjarumanta</strong>. Composto também pelo charanguista Alex Zevallos e o recém-chegado multi-instrumentista boliviano Luis Rojas (zampoñas e quenas).</p>
<p>Algumas apresentações depois e alguns prodígios (como lotar o teatro Francisco Nunes) eu e Luis começamos a arquitetar outros planos e alçar outros vôos.</p>
<p>Era um projeto audacioso que incluía arranjos de metais para huaynos e solo de bateria para carnavalito.</p>
<p>Esse grupo se chamou <strong>Quartier Latin </strong>e foi nossa melhor experiência musical, principalmente pela liberdade de mistura e ousadia nos arranjos.</p>
<p>A história desse grupo vem no próximo artigo e viajaremos do ano de 1988 até 1992, período que durou essa grande aventura musical.</p>
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